Conceitos

Para o bom entendimento dos ecossistemas de inovação é importante ter em harmonia algumas definições conceituais. De tão importantes, listamos abaixo conjunto de CONCEITOS que consideramos ENTIDADES ESTRUTURANTES dos ambientes de inovação.

Inovação

“Inovar é o resultado de um trabalho em equipe, ou seja, ser receptivo à cultura e tendências de mercado, aplicando conhecimento de maneira a visualizar o futuro e gerar produtos e serviços diferenciados”. 
Tom Kelley (A Arte da inovação – 2001) 
 
O termo inovação origina-se da palavra latina innovatio, que remete a uma ideia, método ou objeto que é criado e que pouco se parece com padrões anteriores; 
 
É importante que não se confunda invenção com inovação. 
 
Nem toda invenção se transforma em inovação. A inovação, necessariamente, deve resultar em produtos, serviços ou processos efetivamente implementados, ofertados pelo mercado ou governo e utilizados pela sociedade. 
 
O requisito mínimo para se definir uma inovação é que o produto, serviço ou processo sejam novos ou significativamente melhorados. 
 
Caracteriza-se Inovação como sendo a “introdução de novidade ou aperfeiçoamento no ambiente produtivo e social que resulte em novos produtos, serviços ou processos ou que compreenda a agregação de novas funcionalidades ou características a produto, serviço ou processo já existente que possa resultar em melhorias e em efetivo ganho de qualidade ou desempenho” (definição dada pelo inciso IV do art. 2º da Lei No. 10.973, de 2004). 
 
O Manual de Oslo, elaborado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), e adotado como referência por algumas organizações governamentais, como por exemplo a FINEP e o IPEA, traz diretrizes sobre inovação, com o objetivo de padronizar conceitos. Pode ser obtido no site da Finep, no endereço https://www.oei.es/historico/salactsi/oslo2.pdf.
 

Níveis de Maturidade

TRL – Technological Readiness Level 
 
O modelo da TRL (Technological Readiness Level), voltado à avaliação do nível de desenvolvimento e de maturidade tecnológica de projetos de inovação, tem sido considerado, sob muitos aspectos, “como a melhor maneira de definir a ocorrência de risco tecnológico” (IPEA). 
 
O modelo da TRL (Technological Readiness Level) foi desenvolvido pela NASA, em 1989, para a avaliação do nível de desenvolvimento e de maturidade tecnológica de projetos espaciais e desde então tem sido utilizado por vários órgãos governamentais norte-americanos, como por exemplo o Departamento de Defesa. Mais tarde a Comissão Europeia desenvolveu sua própria versão derivada da original da NASA, com propósitos genéricos. 
 
Escalas TRL são globalmente utilizadas por governos, empresas, fundos de fomento e fundos de investimento, para avaliar a maturidade e riscos dos projetos de uma área em particular, para auxiliar em decisões sobre abortar ou avançar com os projetos e sobre o capital que deve ser investido, objetivando a redução de riscos de investimentos e o estabelecimento de níveis adequados de confiança entre os entes do ecossistema de inovação. 
 
Também têm sido utilizadas para medir e mitigar os riscos inerentes à projetos de inovação tecnológica, orientando a evolução dos projetos pelas etapas do chamado vale da morte (innovation gap), correspondentes aos níveis de TRL4 a TRL6 da escala TRL. 
 
Atualmente, existem escalas e calculadoras TRL voltadas a projetos aeroespaciais, para a indústria de fármacos e para a indústria de software, porém não ainda não foram desenvolvidas escalas e calculadora específicas à projetos para de inúmeras áreas, como por exemplo a financeira.

Risco Tecnológico

Nos investimentos em inovação a possibilidade de insucesso será frequente e se soma ao risco econômico, presente em todo empreendimento. 
 
Projetos de inovação implicam em pesquisa tecnológica e, portanto, orçamentos, prazos e expectativas de resultados são imprecisos. 
 
Riscos e incertezas são inerentes à atividade de PD&I, na qual hipóteses ou linhas de trabalho podem se revelar, ao longo de seu desenvolvimento, como caminhos inapropriados, resultando em busca por novas alternativas. O iNuTech utiliza e desenvolve metodologias específicas para a mitigação de riscos de insucesso em projetos de inovação tecnológica. 
 
Risco Tecnológico, conforme definição apresentada no Decreto No. 9.283/2018: 
• Art. 2º., inciso III. Possibilidade de insucesso no desenvolvimento de solução, decorrente de processo em que o resultado é incerto em função do conhecimento técnico-científico insuficiente à época em que se decide pela realização da ação. 
 
Sobre a mitigação de riscos tecnológicos, o iNuTech agrega importante diferencial, particularmente nos projetos de Ciência de Dados. Os pesquisadores do iNuTech desenvolveram e utilizam metodologias próprias, em conjunto com metodologias de mercado, preparadas e adaptadas para minimizar e mitigar as incertezas e riscos tecnológicos inerentes aos projetos de inovação, na área da Ciência de Dados. A eficiência dessas metodologias tem sido comprovada na execução de diversos projetos de PD&I. 
 
Diferentemente de projetos tradicionais de desenvolvimento de software, nos quais define-se previamente um conjunto de requisitos que permitem estimar escopo, esforço, prazo e custo antes de seu início efetivo, projetos de Ciência de Dados e de Inteligência Artificial, quando enquadrados como projetos de inovação tecnológica, possuem incertezas inerentes à sua natureza, que dificultam ou impossibilitam realizar tais estimativas previamente. 
 
Nosso grupo de cientistas e pesquisadores possui ainda profundos conhecimentos de matemática e estatística, típicos desse tipo de projeto. Combinando uma longa experiência na academia, na indústria de TI e no desenvolvimento de projetos para o mercado privado e governamental, nosso time agrega ainda especialistas em diversas áreas de domínio. Como resultado, o iNutech oferece ampla competência para lidar com o desenvolvimento, escolha, alterações, calibragem e uso de algoritmos, de modo a minimizar esforços, prazo e investimentos necessários para se que possa chegar aos objetivos pretendidos. 

Mais informações em: Desenvolvimento de Projetos de Data Science

Vale da Morte

A maior parte dos riscos tecnológicos existentes em projetos de PD&I encontra-se entre os níveis 3 a 6 da escala de maturidade da TRL. Esse intervalo é conhecido como Innovation Gap ou Vale da Morte. Para minimizar esses riscos, o iNuTech desenvolveu e utiliza metodologias voltadas à mitigação de incertezas e de riscos tecnológicos, que são inerentes aos projetos de inovação. 
 
Reduzir os riscos tecnológicos de projetos de inovação, em todas as suas fases de desenvolvimento, é de suma importância na preservação de investimentos e na garantia de sucesso do projeto. Os níveis 3 a 6 da escala de maturidade da TRL, por apresentarem os maiores riscos de insucesso, merecem um tratamento com maior rigor. 
 
Mais informações em: Desenvolvimento de Projetos de Data Science